“Quando um não quer, dois não dançam”

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Muito foi já dito sobre as eleições norte-americanas. Muito mais se continuará a dizer. Verdades, mentiras, desabafos, bazófias, reflexões lúcidas e opiniões turvas.

Depois da contagem, que podem dizer os homens e as mulheres da comunicação senão que a vitória de Trump foi o final vitorioso de uma sucessão de erros?
Tudo o que podia correr mal aos gestores da sua campanha correu efetivamente mal. Um candidato pouco cuidadoso com as palavras; histórias passadas pouco edificantes reveladas diariamente; falhas constantes que obrigavam a pedidos de desculpa do candidato ou a despedimentos na equipa… houve de tudo. Mas Trump ganhou. Porquê? Os americanos não quiseram valsar com Hillary.

Essa foi a sorte dos estrategas de Trump. Em caso de derrota, este nunca teria a capacidade de ver em si qualquer ponta de culpa.

Publicado por Paulo Colaço

Gosto de me considerar um filho da diáspora. Três continentes fizeram de mim quem sou: um português de Goa, nascido em Moçambique. Sempre achei que a linha reta é a distância mais enfadonha entre dois pontos: é por isso que o meu percurso está cheio de excitantes reviravoltas. Comecei no Direito e estou hoje na Comunicação. Pelo meio encontrei o jornalismo, a rádio, a assessoria autárquica e a direção técnica de uma agência criativa. A minha atividade principal é a assessoria política, parlamentar e de comunicação. Sou também formador, copywriter e ensino xadrez. Reputado pantagruélico, para mim a palavra «como» é apenas uma forma verbal. Viajo vorazmente com o firme propósito de provar que Lisboa é mesmo a cidade mais bonita do mundo!

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