
Na linguagem atual, verificamos uma tendência de fuga às palavras simples. Temos medo que nos julguem simplórios, por isso complicamos a nossa fala.
Visualizar em vez de ver; vivenciar em vez de viver; efetuar em vez de fazer. São alguns dos exemplos de utilização de palavras supostamente eruditas em vez de palavras correntes.
E algumas dessas trocas são até um erro: visualizar e ver não são sinónimos gerais.
Se pudermos dizer o mesmo usando palavras correntes, a eficácia da nossa comunicação estará assegurada.
Devemos falar claro em vez de falar caro.
Publicado por Beatriz Ferreira
Nasci do Tejo, com os pés em Almada e os sonhos em Lisboa. Todas as minhas viagens tiveram bilhete de volta para estas cidades cheias de luz e maresia.
Talvez por não gostar de lugares comuns, a minha história profissional é tudo menos estereotipada. Da Geografia e Planeamento Regional entre Lisboa e os Países Baixos, passei ao estudo de jardins, paisagens e História de Arte. Fiz investigação e trabalhei em demasiados espaços climatizados até sair para as ruas de Alfama, como guia turística.
Entretanto, e em segredo, a dança, a escrita, a política, a estética, o design e as leitura do Padre António Vieira conspiraram para me levar ao mundo da Comunicação.
O meu projeto é forrar o planeta a tricot e crochet mas, por enquanto, fico-me por me cobrir [a mim e aos outros] com cachecóis e camisolas.
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