A Fatalidade do Não

A Fatalidade do Não

A palavra de que eu gosto mais é não. Chega sempre um momento na nossa vida em que é necessário dizer não. O não é a única coisa efectivamente transformadora, que nega o status quo. Aquilo que é tende sempre a instalar-se, a beneficiar injustamente de um estatuto de autoridade. É o momento em que é necessário dizer não. A fatalidade do não – ou a nossa própria fatalidade – é que não há nenhum não que não se converta em sim. Ele é absorvido e temos que viver mais um tempo com o sim.

José Saramago, in Folha de S. Paulo (1991)

Publicado por Paulo Colaço

Gosto de me considerar um filho da diáspora. Três continentes fizeram de mim quem sou: um português de Goa, nascido em Moçambique. Sempre achei que a linha reta é a distância mais enfadonha entre dois pontos: é por isso que o meu percurso está cheio de excitantes reviravoltas. Comecei no Direito e estou hoje na Comunicação. Pelo meio encontrei o jornalismo, a rádio, a assessoria autárquica e a direção técnica de uma agência criativa. A minha atividade principal é a assessoria política, parlamentar e de comunicação. Sou também formador, copywriter e ensino xadrez. Reputado pantagruélico, para mim a palavra «como» é apenas uma forma verbal. Viajo vorazmente com o firme propósito de provar que Lisboa é mesmo a cidade mais bonita do mundo!

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